{"id":693,"date":"2019-07-22T19:03:07","date_gmt":"2019-07-22T22:03:07","guid":{"rendered":"http:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/?page_id=693"},"modified":"2025-02-03T08:53:25","modified_gmt":"2025-02-03T11:53:25","slug":"modelo-caete","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/?page_id=693","title":{"rendered":"Modelo CAET\u00ca"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">CAET\u00ca &#8211; <u>Ca<\/u>rbon and <u>E<\/u>cosystem functional <u>T<\/u>rait <u>E<\/u>valuation<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo de atributos funcionais e a ecologia funcional s\u00e3o campos pouco explorados pela modelagem ecossist\u00eamica baseada em processos. Entende-se aqui que um atributo funcional \u00e9 qualquer aspecto mensur\u00e1vel de um organismo que reflete o que ele faz, como ele interage com outros organismos e seu ambiente, e que influencia sua performance de vida, reprodu\u00e7\u00e3o e evolutiva. Desse modo a diversidade funcional separa entidades biol\u00f3gicas de maneira discreta ou continua, enquanto que a diversidade taxon\u00f4mica faz essa separa\u00e7\u00e3o de maneira exclusivamente discreta. V\u00e1rios estudos (p. ex. <em>D\u00edaz et al. 2016 Nature<\/em>) mostram que a (co-)varia\u00e7\u00e3o em atributos chaves de plantas \u2013 como densidade de madeira ou massa da semente \u2013 \u00e9 determinante para a morfologia, ecofisiologia e os nichos que s\u00e3o ocupados em um dado ecossistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os modelo globais de vegeta\u00e7\u00e3o din\u00e2mica (DGVMs) t\u00eam historicamente utilizado um n\u00famero bastante reduzido de tipos funcionais de plantas (os PFTs) para representar a enorme diversidade \u2013 funcional e taxon\u00f4mica \u2013 existente nos tr\u00f3picos. Isso por que os atributos funcionais que descrevem cada PFT s\u00e3o constantes no tempo e espa\u00e7o nesses DGVMs convencionais. Nesse contexto, o CAET\u00ca tem como premissa que alguns atributos funcionais possam ter valores variantes dentro do modelo e que o n\u00famero de PFTs, ora chamados estrat\u00e9gias de vida de plantas (PLS), possam ser consideravelmente mais numerosos que nos DGVMs convencionais. Os atributos funcionais nos quais o modelo foca atualmente s\u00e3o: \u00e1rea foliar espec\u00edfica, densidade de madeira, altura da planta, conte\u00fado de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo nas folhas e sensibilidade da condut\u00e2ncia (g1). Procura-se garantir no modelo que &#8220;trade-offs&#8221; estejam associados a cada atributo variante, de modo a evitar o surgimento de &#8220;super-plantas&#8221; inexistentes nos registros observacionais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CAETE-SEM-ESQUEMA-1-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1538\" srcset=\"https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CAETE-SEM-ESQUEMA-1-1024x576.png 1024w, https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CAETE-SEM-ESQUEMA-1-300x169.png 300w, https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CAETE-SEM-ESQUEMA-1-768x432.png 768w, https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CAETE-SEM-ESQUEMA-1-1536x864.png 1536w, https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CAETE-SEM-ESQUEMA-1.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio de cada simula\u00e7\u00e3o primeiramente o usu\u00e1rio determina o n\u00famero N de PLS a ser simulado; em seguida o modelo faz uma sele\u00e7\u00e3o semi-aleat\u00f3ria de valores dos atributos funcionais variantes e constr\u00f3i N combina\u00e7\u00f5es num\u00e9rica diferentes com os valores selecionados. A sele\u00e7\u00e3o \u00e9 semi-aleat\u00f3ria pois os limites superiores e inferiores do valor de cada atributo s\u00e3o fornecidos como entrada para o modelo baseando-se em dados observados, e tamb\u00e9m pelo fato de que, havendo a disponibilidade de dados observados, uma curva de distribui\u00e7\u00e3o de frequ\u00eancia determina a probabilidade de sele\u00e7\u00e3o de determinados valores. Em seguida o modelo calcula os fluxos e estoques de carbono, \u00e1gua, nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo para cada c\u00e9lula de grade, para cada um dos N PLS sendo simulados. Mecanismos de exclus\u00e3o de PLS, seja por filtro clim\u00e1tico ou competi\u00e7\u00e3o entre PLS \u00e9 o que determina a varia\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de determinado PLS no tempo e espa\u00e7o. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a ocorr\u00eancia de PLS que o modelo simula, mas tamb\u00e9m a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e temporal da frequ\u00eancia de valores dos atributos funcionais variantes, por exemplo atrav\u00e9s de m\u00e9tricas de m\u00e9dias ponderadas pela comunidade (community-weighted means).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"718\" height=\"521\" src=\"https:\/\/labterra.cpa.unicamp.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/caete-graph.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1077\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse modo, al\u00e9m de poder explorar quest\u00f5es cient\u00edficas em biogeoqu\u00edmica (p.ex. fluxos e estoques de carbono e \u00e1gua), o CAET\u00ca permite a investiga\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es relacionadas \u00e0 diversidade funcional do ecossistema (p.ex. como a diversidade funcional \u00e9 afetada pelo aumento de CO<sub>2<\/sub> atmosf\u00e9rico?), nas suas diferentes vertentes: riqueza, redund\u00e2ncia e diverg\u00eancia. Isso aproxima o CAET\u00ca da teoria e pr\u00e1tica em ecologia de comunidades. Al\u00e9m disso, a representa\u00e7\u00e3o de tipos de plantas de modo menos discretizado e mais cont\u00ednuo permite simular mudan\u00e7as mais sutis na vegeta\u00e7\u00e3o em resposta a mudan\u00e7as ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O CAET\u00ca \u00e9 um modelo din\u00e2mico (como um DGVM normal) e roda em escala global (escala espacial de um grau), mas pode ter suas simula\u00e7\u00f5es restritas a regi\u00f5es ou at\u00e9 mesmo localidades espec\u00edficas do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Perguntas, colabora\u00e7\u00e3o ou c\u00f3digo-fonte? Escreva para labterra@unicamp.br<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>* CAET\u00ca \u00e9 uma palavra em Tupi que significa &#8220;mato verdadeiro, mata com \u00e1rvores grandes, mata virgem&#8221;.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAET\u00ca &#8211; Carbon and Ecosystem functional Trait Evaluation O estudo de atributos funcionais e a ecologia funcional s\u00e3o campos pouco explorados pela modelagem ecossist\u00eamica baseada em processos. 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